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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O poema não me enche


O poema não me enche

O poeta,
quando escreve,
sai à rua, cheio de si
gaba-se do feito.
Na esquina
vazio em mim,
há gente com fome
e não aceito.
O poema, propriedade coletiva,
fosse outrora comestível
o poeta
- justiça feita -
o daria  como pão.
O poema, não comestível,
sem  serventia
se o poeta,
ao humano,
não mostrar a  contradição.
Porque o poema,
se alimenta
o espírito
o ego
de quem o fez
criação,
o poeta
quer ser lido
sair à rua
encher  a si
mas primeiro
quer o pão.

3 comentários:

  1. Li seu poema
    mas não é seu poema
    é o poema agora dono
    de si
    mas você é o poeta
    dono de si
    e que fez o poema
    agora ele anda solto
    por aí

    mui belo poeta
    bela missão

    Luiz Alfredo - poeta

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